Embaixo da escada

Para quem tem escada em casa, encontramos uma maneira de decorar esse espaço  com originalidade e sem gastar muito. Sua função principal é ligar o piso inferior com o superior, mas também podem ser peças chaves em uma decoração sofisticada e moderna. Mudando algumas coisas, e investindo em pequenos detalhes, a decoração desse espaço ganha uma cara nova e contribui para harmonização de toda a casa.

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Como esse espaço nem sempre é aproveitado como deve, devemos utilizar cada centímetro da casa para a decoração deixar tudo muito mais bonito. Com algumas ideias é possível transformar a escada em um elemento decorativo e encontrar uma finalidade para as áreas vazias embaixo da mesma.

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Alguns modelos podem ser encontrados no mercado, e a decoração da escada começa exatamente pela escolha do design e do material que ela é feita. As dúvidas são normais e importantes. Elas fazem com que você pondere, avalie e compare, fazendo a melhor escolha no final das contas.

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Integrar a escada na decoração não é uma tarefa difícil. Uma ideia bem interessante e fácil de fazer é aproveitando os espaços livres embaixo da mesma. Essa é uma área que normalmente fica vazia, em branco, mas que pode dar um efeito decorativo muito interessante para o ambiente. Existem três palavras-chaves que podem transformar a sua casa na estrela da casa:

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Funcionalidade

Para quem tem um limite de espaços, a região embaixo da escada não pode ser utilizada apenas para decorar, ela precisa assumir um papel de funcionalidade, ou seja, servir de lugar para um armário, uma mesa de estudos ou uma estante de livros. A melhor escolha para decorar esse ambiente é procurar móveis feitos sob medida.

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Beleza

A preocupação com a estética não pode faltar, não é mesmo? Cuidados com as cores, iluminação e disposição dos objetos são fundamentais. Uma dica para favorecer a claridade do ambiente é apostar em blocos de vidro, que deixam a luz natural entrar e enchem a casa de charme.

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Conforto

O conforto é muito importante também. Que tal transformar o espaço vazio embaixo da escada em um ambiente para descansar e relaxar? Fonte: Americankitchensa. Confira algumas ideias e se inspire:

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O novo Kitsch

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Presente no dia a dia do que as pessoas mais do que elas imaginam, o Kitsch ainda é muito questionado na arquitetura e na decoração. Isso porque nasceu a partir do fenômeno conhecido como sociedade de massa, na qual a produção artística e cultural era destinada a abranger uma maior parte da população.

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“Na época em que esse movimento surgiu acontecia a ruptura da sociedade contemporânea, caracterizada pela mudança dos costumes e valores. A nova era passava a ser conhecida como sociedade de consumo e foi a partir daí que o Kitsch apareceu, em plena massificação e alienação cultural. Por isso toda essa discussão sobre o assunto”, esclarece Lucille Amaral, arquiteta e professora do Curso Técnico em Design de Interiores do CEPDAP (Centro de Educação Profissional de Design, Artes e Profissões).

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O problema do Kitsch é a característica do exagero e o uso excessivo de elementos como diversos quadros em uma mesma parede ou a mistura de vários estilos em um mesmo ambiente.

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“É essa relação com o exagero que muitos associam ao brega. No entanto, na maioria das casas, é comum você verificar um elemento considerado Kitsch como pinguins de geladeira, anões de jardim, flores artificiais ou até mesmo imitações de obras de arte. Isso não significa que a pessoa tenha mau gosto na decoração, pois estamos lidando com a cultura de massa. Nesse caso, a amplitude e a oferta são tão grandes que não se pode dizer que não tenha valor”, explica.

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No caso de edificações, Lucille comenta que muitos prédios novos utilizam elementos do Kitsch como adornos exagerados e frontões, que passam a falsa ideia de nobreza, tornando-se mais atrativos comercialmente.

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“Isso deixa o edifício aparentemente mais comercial, pois o consumidor não reconhece essa jogada de venda. Mas para os profissionais da área é um problema, pois deturpa a arquitetura. Além disso, o uso de artifícios como esses pode passar para o consumidor final a falsa interpretação de que o imóvel tem estilo, o que é totalmente equivocado”, avalia.

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Para aqueles que não têm receio em exagerar na decoração, a arquiteta dá dicas de como usar determinados elementos. “Se a intenção é algo Kitsch, deve-se exagerar na quantidade e variedade de cores de almofadas, por exemplo, ou, ainda, pintar uma parede com cor forte e acrescentar diversas molduras de fotografias de diversas épocas. Se forem objetos bem escolhidos, podem, sim, ter seu ponto positivo de destaque na decoração”, conta. Fonte Myximoveis.

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Soho. Nova York.

O Soho é um dos bairros mais bacanas de Nova York. Apesar de não ser mais um reduto de artistas como foi nos anos 70, as ruas ainda têm muito charme e abrigam uma vasta lista de lojas e restaurantes bacanas. A arquitetura do bairro também é única e só se encontra por lá.

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Seu nome é a abreviação de South of Houston, indicando que se trata da região ao sul da rua Houston, e um trocadilho com o conhecido bairro do Soho, em Londres. Notável por ser o local onde muitos artistas possuem lofts. No bairro existem galerias de arte, e também, mais recentemente uma grande variedade de lojas e estabelecimentos comerciais que vão desde boutiques de moda a lojas de luxo nacional e cadeias de lojas internacionais. A história da região é um exemplo arquetípico de regeneração do centro da cidade, abrangendo desenvolvimentos sócio-econômicos, culturais, arquitectónicos e políticos.

Para comer:

Blue Ribbon: Restaurante Japonês despretensioso, com ambiente bonito e aconchegante, mas nada muito sofisticado. Apesar de super bem freqüentado, o ponto alto do restaurante é realmente a comida: os sushis, sashimis e outros pratos da culinária japonesa são maravilhosos! Uma ótima pedida para quem realmente gosta de comida japonesa. $$$$

BondSt: Restautante Japonês badaladinho, freqüentado por um público mais jovem e perfeito para um “esquenta”, porque tem ótimas opções de drinks e dois ambientes, o restaurante normal e um “lounge”. As entradas são divinas principalmente o Big Eye Tuna Tart, que é tipo uma pizzinha com sashimi de atum e óleo de trufas… uma delícia! Para quem não é muito fã de peixe crú, lá também tem opções de carnes e peixes grelhados. $$$

Balthazar: Restautante francês estilo bistrô super badaladinho, “sex and the city” feelings, cheio de gente bonita e estilosa! Fica aberto o dia inteiro, então é ótimo tanto começar o dia lá com um brunch, como parar lá no almoço ou acabar o dia lá com um jantar delicioso. O ambiente é bem gostoso mas sempre bem cheio, então prepare-se para esperar um pouquinho.  $$$

Café Habana: Esse restaurante cubano pequeninho pode não parecer “muita coisa” à primeira vista, mas tem um prato que é a sensação do verão de Nova Iorque: uma espiga de milho grelhado com queijo e pimenta que é imperdível! É a comidinha perfeita para um snack – lancinho – no meio da tarde. $

Para comprar:

LF: Uma loja moderninha, que vende peças de várias marcas, todas super “trendy” – sempre de acordo com as últimas tendências – e com arzinho vintage e “hippie chic”.

A Second Chance: Brechó chic, super bonitinho e com várias peças grifadas, como bolsas Chanel, Hermes, Prada… tudo com ótimo qualidade!

Badichi Belt: Fica do lado da “Second Chance” e tem uma idéia muito legal: lá, cada um faz seu cinto do jeito que quiser! Tem várias opções de couro, de fivelas… é só escolher seu tipo preferido que eles fazem seu cinto personalizado na hora!

Kirna Zabete: Uma multimarcas de marcas incríveis como Alexander Wang, Proenza Schouler, Celine, Stella Mcartney, Azzedine Alaia, etc. É tipo uma “mini Saks” , e tem uma seleção de bolsas e sapatos maravilhosos.

All Saints: Loja inglesa super cool, com peças de couro incríveis. A parte masculina é ótima também, meu namorado amou as camisetas de lá! Ah, e a decoração é demais, só ela vale a visita!

OBS.: As lojas mais conhecidas, como Zara, Club Monaco, Topshop e H&M, ficam todas na mesma rua, a Broadway, que nessa parte do Soho só tem lojas!

Para visitar:

Yellow Korner: Galeria de fotos pequena, mas super bacana, com ilustrações e fotos lindas. Fonte Orlean Blog.

Mesas e cabeceiras criativas

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Nossa referência do dia são as formas criativas de inovar em mesas de cabeceiras para a sua casa e o seu quarto. Na onda da sustentabilidade, aproveite alguns objetos e os transforme em mesas cheias de estilo…

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Mesas de cabeceira são bastante úteis — seja para colocar um livro, o despertador, um abajur ou qualquer outra coisa que poderá ser usada quando você estiver deitada na cama. Elas também podem dar um charme extra para o quarto, ajudando na decoração do ambiente. Confira algumas ideias práticas e interessantes:

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Uma boa dica para o primeiro passo é definir o estilo-base que você quer dar para a sua mesa: ela seguirá um formato mais rústico ou moderno? No primeiro caso, é possível aproveitar outros móveis antigos para serem empregados na decoração.

Já na segunda opção, é possível usar itens mais modernos e acessíveis e soltar a imaginação: que tal colocar um adesivo na parede, no formato de mesa, e, na área do desenho que representa a parte superior do móvel, colocar uma caixa ou um pedaço de madeira pregado na parede? O resultado é extremamente criativo e funcional.

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Utilizando aquela escada que fica encostada em algum quartinho da sua casa, que pode se tornar a sua nova mesa de cabeceira, a ideia serve para diferentes modelos: mesmo as compridas (em que é possível pendurar as coisas) ou aquelas pequenas, cujos degraus são mais largos (e se tornam um ótimo local para colocar livros).

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Baús

Se você tem um baú em casa e gostaria de aproveitar ao máximo suas funcionalidades (em outras palavras, não utilizá-lo apenas para guardar coisas), saiba que eles são uma opção cheia de estilo para mesas de cabeceira. Além de espaçosos na área da tampa, eles ainda dão um ar rústico e, ao mesmo tempo, clássico para o ambiente.

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Metal

Para inovar: caixas velhas de metal ou mesmo latões de lixo. Se bem combinados com o ambiente (caprichando nos objetos decorativos colocados em cima deles), são uma opção realmente criativa e diferente para o quarto.

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Malas

Malas antigas serve bem como bom recurso para organizar e decorar a casa. Elas também se tornam uma ótima opção no quesito “mesa de cabeceira”, já que, se colocadas empilhadas, ou mesmo em cima de um banquinho, atingem um resultado diferente, acessível e cheio de estilo. Fonte Toda Ela.

Varandas pequenas e decoradas

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Muitas vezes elas até podem não ganhar tanta atenção e destaque, mas é sempre bom poder levar suas visitas até esta área. Por isso, o aconchego e o jeito que sua casa inteira tem também precisam estar presentes nas varandas. E para o caso de serem pequenas elas merecem mais atenção ainda. Por isso, siga nossas dicas para ter o máximo aproveitamento deste local:

– Amplie o espaço: o uso de portas de vidro e cores claras nas paredes pode proporcionar esta sensação, além de criar uma sintonia com o restante do lar;

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– Iluminação: aproveite lugares estratégicos como cantos para colocar luzes focadas, uma ou duas lâmpadas podem solucionar e deixar o ambiente bem agradável para a noite. Caso você goste de uma decoração mais moderna e despojada poderá utilizar lanternas ou diversas lâmpadas soltas;

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Use plantas: existe uma grande liberdade para o uso de plantas, por ser um espaço pequeno você pode utilizar a ideia de deixá-las suspensas.

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– Móveis: poltronas e mesas desmontáveis são bem-vindas. Não exagere na disposição deles, lembre-se de deixar o local aconchegante e próximo.

– Em sintonia com o restante da casa: aconselha-se a utilizar cores semelhantes as da sala para que tenha ambientes integrados. Imagens via Decoração de Interiores. Fonte Experiências Perfeitas Todeschini.

32 ideias e atitudes para uma vida sustentável

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A separação do lixo reciclável em casa e o abandono do uso de sacolas plásticas descartáveis no supermercado são as primeiras, mas não as únicas, medidas de consciência ecológica. Existem muitas iniciativas simples, e de baixo custo, na construção, na decoração e no paisagismo, que contribuem para a preservação do meio ambiente, confira:

1- Há um movimento mundial pelo reuso do que temos em casa ou do que é descartado por empresas ou outras pessoas. Assim, um móvel que não serve mais para os pais pode ser útil na casa do filho. Com um novo olhar sobre os objetos, é possível descobrir outros. Basta uma pintura ou um tecido novo para as peças ganharem destaque na decô.

2 – O improviso é bacana. As caixas de frutas e legumes, jogadas no lixo de entrepostos e supermercados, podem ser empilhadas e virar uma estante para guardar livros. Há anos na Europa, os paletes de madeira, usados para o transporte de máquinas e eletrodomésticos, são aproveitados na produção de mobiliário e pisos. A ideia já tem vários adeptos no Brasil.

3 – Um freio no consumismo. Outro movimento que ganha força entre arquitetos e designers é o low-tech, em oposição ao high-tech. Nada de trocar a geladeira ou outro eletro em uso somente porque lançaram um modelo novo. Se não tem um, vale pegar os aparelhos que estão velhos para outras pessoas, mas ainda funcionam. Mas fique de olho: se for muito antigo, pode consumir energia demais. Melhor usar como armário ou bar na sala. Dá um ar vintage ou retrô ao ambiente.

4 – Reaproveite embalagens. Caixas de papelão, latas de chá e de leite em pó e vidros de geleia esvaziados podem ser muito úteis. Para organizar fotos ou peças de roupa pequenas no quarto, use as caixas forradas com tecido ou papel. No escritório, as latas pintadas ou revestidas servem de porta-lápis ou porta-treco. Os vidros viram vasinhos para decorar as mesas nas festas. Até uma lata grande de tinta tem potencial para ser um banco com assento estofado.

5 – Do tempo da vovó. Nada aquece mais a alma e o corpo do que uma boa manta de patchwork feita com retalhos de tecidos até mesmo aproveitados de roupas em desuso. Além de cobrir o sofá ou a cama, podem ser adaptadas como belas cortinas ou revestir paredes. Vale fazer o mesmo com restos de tapetes. Mesmo de estilos e cores diferentes, rendem um moderno modelo.

6 – Na falta de móveis herdados de família, recorra a lojas de usados ou entidades beneficentes que recebem doações. Lá dá para comprar peças de época, com design clássico e moderno, a bons preços. Alguns desses locais oferecem o serviço de restauro. Mas também é interessante usar móveis detonados, com a marca do passado e de sua história.

7 – Existe um teste chamado pegada ecológica no site da WWF (www.wwf.org.br) que determina se a pessoa é consciente pela quantidade de metros quadrados que ela utiliza para morar. Leva em conta que se cada um habitar uma grande casa, não haverá lugar para todos no planeta. “De acordo com essa premissa, um espaço multiuso é uma atitude sustentável”, segundo o arquiteto Gustavo Calazans.

8 – Compre a produção local. De modo geral, as verduras e as frutas disponíveis nos supermercados viajam longas distâncias até chegar a seu destino final. Imagine a emissão de gás carbônico decorrente dessas longas travessias. Em relação aos produtos importados, prefira os transportados por navio, que causa cinco vezes menos impacto na emissão de poluentes em comparação ao frete rodoviário. Logo, ir à feira é uma atitude sustentável.

9 – Na reforma de apartamentos, a demolição de paredes para eliminar o excesso de cômodos integra os ambientes. Além da amplitude, isso melhora a circulação de ar, o que deixa o clima mais fresco no verão, e proporciona maior insolação, aquecendo os ambientes no inverno. “Assim não é necessário instalar sistemas de aquecimento ou de ar-condicionado, minimizando o consumo energético”, diz Calazans.

10 – Em grandes cidades, como São Paulo, os centros têm prédios de apartamentos antigos, incríveis e históricos, abandonados por falta de interesse imobiliário. Para um desenvolvimento urbano sustentável, arquitetos defendem a realização do retrofit nesses edifícios para que voltem a ser habitados em vez de se continuar a construir novos prédios. O princípio do retrofit é restaurar as fachadas e adequar os espaços internos às necessidades atuais, como nova instalação elétrica e hidráulica e acesso à internet.

11 – Em reforma, o reaproveitamento de revestimentos evita a geração de entulhos, que precisam de caçamba para ser removidos, encarecendo a obra. Muitas vezes, esses resíduos são lançados em rios e córregos da cidade, o que causa enchentes. Por isso, o ideal é restaurar os tacos, que costumam ser de madeira nobre. É melhor do que comprar um assoalho, cuja origem pode ser de florestas devastadas ilegalmente. No caso dos azulejos e pisos cerâmicos, em vez de removê-los, aplique em cima um novo acabamento.

12 – Os móveis de madeira maciça e nobre estão virando artigos de luxo ou de antiquário. A marcenaria caminha para o uso apenas de matéria-prima feita de compostos madeirados, tipo MDF, na fabricação de mobiliário, que será apenas revestido com folhas das madeiras nobres.

13 – Mesmo o tronco de árvore derrubada por tempestade pode ter melhor aproveitamento do que virar somente a base de uma mesa. “Recortado em pranchas ou ripas, rende muitos móveis, projetados com o dimensionamento mais adequado da madeira”, na opinião dos arquitetos Marcelo Ferraz e Francisco Fanucchi, da Marcenaria Baraúna.

14 – Há uma retomada pelos revestimentos simples, como piso de cimento e de ladrilhos hidráulicos, que são materiais de baixo impacto ambiental. Não consomem energia na produção, porque não são queimados em fornos. “O melhor cimento é o CP III, que emite menos poluentes porque é feito 70% de resíduos de siderúrgicas”, diz a arquiteta Adriana Yazbek. Outras opções sustentáveis são os pisos de bambu e de madeira de origem certificada.

15 – As grandes janelas ou panos de vidro, fechando os vãos entre os pilares da estrutura das construções, garantem a entrada de grande quantidade de luz natural nos interiores, dispensando acender lâmpadas durante o dia. Para iluminar o centro da casa, a solução está nas claraboias.

16 – Para a iluminação artificial, existem as lâmpadas de baixo consumo de energia elétrica, como as fluorescentes. Atualmente, há modelos que emitem luz de tom amarelado, mais aconchegante para salas e quartos. Outra opção é a luz de led, que consome dez vezes menos energia do que, por exemplo, as lâmpadas dicroicas.

17 – A ventilação cruzada nos ambientes evita o uso de aparelho de ar-condicionado. Para obtê-la, é necessário ter janelas em paredes opostas, de preferência uma em frente à outra. O modelo basculante é útil porque pode ficar aberto mesmo nos dias de chuva.

18 – Nos últimos anos, a produção de placas de captação de energia solar cresceu 19% no Brasil, segundo a Abrava, Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação
e Aquecimento. Isso levou à redução do preço
do produto. Na Soletrol, um sistema de aquecimento solar para quatro banhos diários custa
R$ 1.400 e representa economia de 2 mil kW/h no consumo de energia elétrica por ano. Estima-se que haja 250 mil aquecedores solares instalados em lares brasileiros.

19 – Quem mora em casa pode instalar um sistema de captação de água de chuva por calhas e tubulações para ser armazenada em caixa com tampa ou cisterna enterrada no terreno. Sem tratamento, o líquido é canalizado para as caixas de descargas no banheiro e para as torneiras da área externa usadas na irrigação do jardim. Há kits pré-montados com reservatório – de 100 a 300 litros de capacidade – à venda nas lojas de material de construção.

20 – Cada um pode contribuir para aumentar as áreas com vegetação na cidade. Na construção ou reforma da casa, o telhado tradicional pode ser substituído pelo teto verde. Empresas especializadas, como a Ecotelhado, fazem a instalação das coberturas com terra, grama, sistemas de irrigação e drenagem em lajes. Além de melhorar o clima na cidade, deixa agradável a temperatura nos ambientes.

21 – Os aparelhos eletrônicos, como TV e carregadores de celulares, não devem ficar o tempo todo plugados nas tomadas porque consomem energia mesmo quando não estão sendo usados. Para economizar eletricidade, dispense os acessórios de cozinha de pouca utilidade no dia a dia, como facas elétricas e processadores de alimentos.

22 – Não precisa morar em casa para cultivar plantas. Em apartamento, dá para ter espécies em um painel na parede, como os criados pela paisagista Gica Mesiara, da Quadro Vivo. “Estudos mostram que áreas de 12 m² com plantas já influenciam no microclima: atraem pássaros, diminuem o calor em até 4ºC, melhoram a oxigenação do ar e reduzem a poluição sonora”, diz ela.

23 – Há diversas tecnologias modernas de adubação e de aplicação de defensivos orgânicos para proteger as plantas, oferecidas por empresas como a EcoJardim. Na irrigação, os equipamentos garantem a utilização racional da água, em benefício da preservação dos recursos naturais do planeta.

24 – As calçadas devem ser drenantes para que a água de chuva retorne aos mananciais. Para isso, deve-se evitar a aplicação de massa de cimento e de cerâmica entre os canteiros do jardim. O melhor caminho é espalhar pedriscos ou pôr pedras sobre uma base de areia diretamente no solo. Outra opção é colocar dormentes, descartados por estradas de ferro, ou cruzetas de postes antigos de eletricidade.

25 –Escolha os vasos de materiais naturais, como barro, cerâmica e madeira. São mais duráveis e menos ofensivos ao meio ambiente do que os feitos de compostos plásticos.

26 – Prefira espécies nacionais. As plantas nativas já são adaptadas às condições climáticas do país. Além de exigir menos cuidados, cultivá-las contribui para a preservação da flora brasileira. Algumas sugestões de árvores: jatobá, pitangueira, jabuticabeira, ipê, uvaia e cupuaçu.

27 – Não tem coisa melhor do que comer hortaliças e legumes da própria horta. A principal vantagem é que os alimentos ficam livres de agrotóxicos. Para ter uma em casa, siga as instruções: as plantas de raízes são cultivadas em vasos ou canteiros de 20 cm de profundidade. Já as folhas, mais a abobrinha e o tomate precisam apenas de 15 cm.

28 – Assim como o lixo reciclável, os resíduos orgânicos podem ser aproveitados. Com a técnica da compostagem, dá para produzir adubo orgânico em casa para o canteiro de ervas. Separe cascas de frutas e legumes em um recipiente com tampa (não coloque grãos ou restos de comida, que causam mau cheiro e propagam insetos). Por cima, coloque
uma camada fina de serragem. Depois de cheio, deixe apurar por quatro meses, longe de lugares úmidos.

29 – Evite combater as pragas do jardim com fumo, que não é ecológico.
A agrônoma Marília Lima sugere outra receita caseira: bata no liquidificador 100 g de alho e a mesma quantidade de pimenta-do-reino. Ponha a mistura em garrafa escura com 1 litro de álcool e deixe curtir por
sete dias. Dilua 100 ml a cada 10 litros de água com uma colher de chá de detergente neutro. Pulverize na planta.

30 – Mesmo nas metrópoles, é possível receber a visita de pássaros. Para atraí-los, basta colocar um comedouro com frutas frescas, alpiste e sementes de girassol na varanda ou no terraço. Árvores como a amoreira ou a flor de hibisco causam o mesmo efeito. Lembre-se também de trocar a água todos os dias e jamais acrescente açúcar ou mel.

31 – Já existem vários materiais de construção fabricados com lixo reciclado.
O mais conhecido é a telha ondulada da Ecotop. A peça é produzida a partir da moagem e prensagem de tubos de creme dental, que são compostos de alumínio e plástico. São mais duráveis e resistentes do que a de outros materiais, além de reduzirem o volume de detritos lançados em aterros sanitários.

32 – A decoração pode agredir menos a natureza. Há muitas opções de tecidos naturais, como algodão, linho e seda, para confeccionar cortinas e revestir estofados. Na pintura da casa, podem ser usadas as tintas ecológicas à base de terra, como as da marca Solum, que possui uma cartela de 15 cores. Ou, ainda, vale recorrer à velha e boa pintura com cal.

Dentro da CAIXA!

As caixas organizadoras são soluções práticas, bonitas e baratas para arrumar objetos (documentos, fotografias, estoques e até mesmo certas peças de roupas) que precisam ser armazenados, porém não são utilizados com frequência.

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Para que a solução cumpra seu objetivo de organizar e facilitar a sua vida, é preciso que seja utilizada de acordo com algumas regras. “Costumo ver muita bagunça encaixotada, ou seja, um monte de itens jogados indiscriminadamente dentro de caixas. Fica esteticamente arrumado, mas não organiza de fato os objetos. É preciso lembrar que a caixa é só o recipiente, não é a organização”, afirma a personal organizer Ingrid Lisboa.

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Segundo ela, antes de armazenar as peças, é preciso separá-las por tipo: cada categoria deve ir em um organizador. A orientação seguinte é identificar cada caixa de acordo com seu conteúdo. Ingrid sugere o uso de etiquetas. “Tome apenas o cuidado de escolher etiquetas bonitas e pequenas para que não apareçam mais do que a caixa, especialmente se ela for ficar exposta”, sugere.

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Deixar muitas caixas à mostra pode pesar no ambiente. Se estiverem no closet, não há problema. O ideal é investir no mesmo modelo e cor em diferentes tamanhos, para dar impressão de unidade. E dá pra adaptar essa onda em todos os ambientes da casa, só não se esqueça de sempre limpar as caixas, deixando as mesmas organizadas sempre!

Punk rock no Le Corbusier

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Instalação de Konstantin Grcic no Appt Nº 50

Em 1952 Le Corbusier inaugurou o conjunto habitacional Cité Radieuse (Cidade radiante, em português), em Marselha. Lá há um apartamento que se mantém preservado até hoje, sem que seu desenho e os acabamentos originais tenham sido alterados. Por amor à arte e arquitetura o morador deste apartamento, o número 50, concede o espaço de seu lar nos meses de verão a artistas que ali criam instalações. Em breve a mais recente delas será aberta. O responsável é ninguém menos que o designer alemão Konstantin Grcic.

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Além de criar cenários decorados compostos por seus móveis favoritos, Grcic ousou mesclar ao desenho do arquiteto um elemento que jamais esteve ali: o punk rock. O designer ampliou quatro imagens retiradas de um antiga fanzine punk e as dispôs sobre as paredes. A ideia era trazer à composição elementos inusitados e absolutamente contrários ao resto. Porém, uma vez montada a instalação, a mistura se revelou surpreendentemente boa e coerente, afirma o autor.

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Se é que há alguma congruência entre o modernismo e o punk rock, diz Grcic, é a crueza dos acabamentos (ou das finalizações). Além disso, completa, “ambas as formas de expressão tem um espírito de não comprometimento – é algo que sempre achei bonito”.

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No mobiliário, de certo modo, Grcic também tentou criar um contraste com a arquitetura do apartamento. Para isso, adotou três cores fortes: preto, branco e vermelho. Pelos ambientes há muitas peças feitas por ele para a Magis, como a cadeira One, as banquetas Jerry, a poltrona Venice, as cadeiras e o container 360°.

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Outras criações do designer presentes na decoração são: a cadeira Pro, para Flötotto; luminárias Mayday, para Flos; a mesa de mármore Topkapi, para Marsotto; a banqueta Miura e a cadeira Muto, para Plank; cadeiras, mesa baixa, e apoio de pé da série Medici, para Mattiazzi; as cadeiras Pallas e as mesas de canto Diana, para ClassiCon; e os baldes H2O, o cesto de roupas 2-Hands e a lixeira Tip Bin, para Authentics. Grcic é o terceiro profissional a se apropriar dos espaços do Appt. Nº 50. Antes dele, Jasper Morrison, em 2008, e Ronan & Erwan Bouroullec, em 2010, tiveram a mesma honra.

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Instalação de Konstantin Grcic no Appt. Nº 50
Local: Cité Radieuse – Appartement 50
Endereço: Rue 280 boulevard Michelet, Marselha
Data: de 15 de julho a 15 de agosto
Horário: de terça a sábado, das 14 h às 18 h

Fonte: Casa Voigue.

FOTOS PHILIPPE SAVOIR & FONDATION LE CORBUSIER/ ADAGP